Bem Vindo às Minhas Insanidades!!!

Estou consciente de algo em mim: Dê-me papel e caneta, e terei a honra de lhe reapresentar o mundo, através de minhas lentes, com um pensamento feminino ativo que vê o mito e a magia como algo certo e empírico, e que de vez em quando chupa as bolas do Deus Ciência.

Dentro de uma só Mulher, moram várias mulheres. Essas mulheres dialogam entre si, em busca de sua unidade e sobrevivência.

Quero falar sobre Essas mulheres (e não só as minhas personas) mas, as outras mulheres no mundo, enfrentando, ou se sujeitando a Lei Deles.

Quero falar de como podemos tornar o mundo um pouco mais Delas...

Quero contar e cantar a Arte D'Aquelas Mulheres: Bruxas, Magas, Feiticeiras, Fadas, Cortesãs, Esposas, Mendigas, Drogadas, Artistas, Bailarinas, Filhas, Mães e Avós...

Nesse mundo Eva é aceita porém subjugada, e Lilith... rsrsrs

Eles tentam calar, amordaçam nossas Liliths, é hora de lutar por nosso direito ao prazer e a magia de ser Mulher.

Eu sou uma Guerreira de Lilith!!! E nós Somos Muitas!!!

Aquela Mulher

terça-feira, 5 de junho de 2012

Oposto e ou Complentar




Não importa o que tiver de ser
E se tiver que ser
Então que me siga 
Então que se siga 

Do nosso modo próprio 
Do nosso bem me quer
E se me quer como eu vejo
Que seja eterno desejo
Num instante outro qualquer
Homem e Mulher 

Oposto conciliador 
Dos sem conciliação 
Seja em terra 
Seja em fogo
Agora nesse meu jogo
Seguimos a intuição
Onde meu corpo descansa
na sua respiração...

Mayra Portela

domingo, 20 de maio de 2012

Sinceramente


Olha... faça o seguinte: Vai tomar no meio do seu cú!
Ei, estou cansada, estou cansada de verdade - o universo não percebe
Um ser que deseja ousar em tanto, e por outro lado constui-se de travas e restrições
Quem de nós não seria assim?
Se estiver afim de encher o meu saco...
Me deixa aqui - estou só tentando ser o máximo de mim mesma nessa terra
Me erra! Some! Desintegra! Explode! Destrói!
Desgraçado!
Vai a merda!
E aprende a pagar esse preço sem fraquejar
Vê se morre!
Simplesmente...


Mayra Portela

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Meu pecado original


Vou estancar essa ferida sangrante
Vou concertar esse meu caminho errante
Que só anda em círculos por te amar
Vou esquecer-te a cada instante
Quando deste me lembrar
E agora já sou outra
Pura cicatriz
Vou ser mulher de malmequer
Que diz e que disdiz
Impossível ser sincera
Se eu queria ser feliz
Herdei a marca da maça
Mulher pecaminosa!!!!!
Que foi que eu fiz?


Mayra Portela

COISA DE HOMEM



Se se prender as minhas intenções
Já te conto de cara - Não te farei sentido nenhum
Estou presa nesse agora nesse tempo presente
Insistente...
Que se ressente com a frustração 
Por que eu queria agora
Aquela... e não menor sensação
Enquanto se perde no que acha ser uma intenção
Não entende nossa experiência
No campo de outra dimensão
E ainda me diz sem razão?
Se sou louca 
(não sabe me interpretar)
Burro és tú então!


Mayra Portela

domingo, 15 de abril de 2012

Conjecturas do Eu no Mundo



Eu estou com um medo persecutório de mim mesma
Por me encontrar desencontrada em tudo que vejo
Tudo eu em meu nárcisico objeto de desejo
O Mundo se parece comigo
O Mundo não se parece comigo
Apenas Eu...
Que me pareço e distancio desse mundo
Seguindo meu Círculo completo
Num pequeno ponto 
Onde Eu sou o Mundo
Onde o Mundo sou Eu
E Eu sou o Círculo
Sagrado és tú: Número Zero
Começa e termina
Louco que determina decimais
Nesse Mundo tão terreno, tão denso
Que seria deste Mundo tão astral, tão étereo...
Se não fosse o conhecimento do sagrado
(ao qual todos se voltam em seus momentos finais)
Eternizados pelas mãos de poetas
Concretizados por nossos atores
Esses são nossos Rituais
Vivido por todos os humanos
Desconhecedores fiéis do conhecimento do sagrado
Sou magia e escultura em processo
Contornos e detalhes da minha obra de arte
Gosto dos artistas da personalidade, 
Estou revelando minha outra metade
Antes viviva em escuridão
Projetada na imensidão - Desse Mundo
Esse Mundo? Que tem de mim nesse Mundo?
Que Mundo tem em mim? O que do Mundo tem em mim?
O que do Mundo tem em mim que já não seja meu por natureza?
E se é da natureza, então é do Mundo
Não é de se estranhar que as pessoas fiquem loucas
Observar e aguentar os bastidores.
O que acontece atrás da cortina?
Que condiciona, que organiza, atrapalha e facilita esse espetáculo...
Conjecturas persecutórias de descoberta...
Elas poderiam ser eternas...



Mayra Portela

sábado, 31 de março de 2012

Acontecência



Eu sou uma personagem
Apropriada de mais 
Por já ter sido e ser eu
Em tudo que se faz e refaz
Desistida amante
Para quem tanto faz
O presente, o distante
Sou casada com o Acaso
Eremita andante
Senhor de todo acontecer
Tudo possibilidade em potência
Sem lembrança
Sem esquecer
Sou desistência do controle
Em todo vir a ser
Feminina acontecência
Desafinando aquilo que é igual
Sem bem nem mal
Com bem com mal

Mayra Portela

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

...Nunca mais...nunca mais....


Ai essa hora que não passa
Esse tempo é uma desgraça
Vou aprender a reviver
Longe do que antes foi perto
Sozinha em hora de aprender
Esquecer o passado
Tentando encontrar meu certo
Meu centro eternizado
Que nunca foi encontrado

Tira-me ao peito essas fatais
Garras que abrindo vão a minha dor já crua."
E o corvo disse: "Nunca mais". (Edgar Allan Poe)


Queria descobrir em que parte do passado fiquei presa...
Qual a minha incerteza?
O que me faz ficar assim?
Perdida
Um eu fora de mim
Queria que me dissessem....
O que foi que aconteceu?
Se me mataram se me amaram?
Se se foi...
Se se perdeu?
Que parte de mim morreu?
E quem resta, no que resta
A vida amiga/inimiga me testa
E se atesta de manter-me em minha compulsão
E tão saudosa solidão que antes eu queria
Que me parecia delícia de liberdades mil
Mandou-me a puta que pariu
E na lua cheia do cio
Meu miado de tristeza
Predadora
No fundo presa
Só resta uma certeza
Agora quero ser só eu por mim
E enfrentar difícil como é assim...
Onde isso começou?
Na infância? No meu primeiro amor?
Me perdi no que passou
Bebendo do passado
De um cálice mais puro licor
De dor de sangue de fervor
Por que ele jaz escondido?
Meu palco de cortinas fechadas
Ninguém pode ou consegue ver o cálice
Cálice coberto por cortinas de tristezas cristalinas
Tudo ilusão
Vejo o meu véu - minha mentira
Forjada em puro barro
Minha latente decepção
Doía muito mais
Por que esse gosto amargo eu desconhecia
É um nunca mais!
Uma impossibilidade plena
Cadáver jaz
Nunca mais me persegue
Me segue
Certificando sua própria ciência 
Como se até ele, frio como só ele, talvez a morte, tivesse dúvida de sua própria possibilidade em eternidade
Não se pode prever o destino, sei bem, por procurar escutá-lo em todos os seus sinais, por mais que se saiba, do absurdo em pequenos detalhes, esse acaso...
Esse acaso é tão astuto que ninguém nem nada o escapa, mas deixa seus rastros, sincronicidades, e me vejo, feito detetive investigando pistas, buscando suas marcas. Sou boa nisso, mas, ele é pura ironia comigo, e conhece bem as pistas, as vezes recados que deixa.
O recado dado esta claro - É nunca mais quem me espera
Livrar-me desta gigante quimera
Perdoar o que já era
E Quem me dera, sonhar com um outro dia...

Mayra Beleza Portela